quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Queimadas




Cerro os olhos em voo inusitado
Acima fumaça negra, abaixo tudo arruinado
Triste degredo em solo calcinado...
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O ninho queimou
A sabiá voou
Nem sequer uma se salvou...
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A palmeira esguia emergente
O pau-brasil antes florescente
Fumegam lenha em solo quente...
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Amanhã todo mundo vai esquecer
Pasto novo vai crescer
Gado vai chegar para comer...
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Mas e a floresta que queimou por inteira?
E os animais que na mata viviam e pereceram?
E as plantas e flores e árvores que desapareceram?
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Sai floresta, entra pasto
Até quando?, quem se importa?
Ganância o planeta não suporta.
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A Natureza dá os meios para o progresso
Mas existem leis a serem consideradas
Caro é o preço quando são violadas...
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